Hoje não é um dia normal. Sou quase um adulto agora. Não pensei que fazer 17 anos fosse algo tão difícil, ainda mais quando você não sabe o que vai ser de você no próximo ano. Eu poderia estar bem pior, já que, graças a Deus, eu tenho uma família, tenho bons amigos, tenho uma escola para estudar, posso
ir à Igreja, não me falta o alimento, uso roupas que eu gosto, leio livros legais e tenho saúde. O que mais posso querer? Se eu pudesse escolher meu presente este ano, certamente ele não seria só meu. Gostaria que cada criança tivesse o direito de sonhar, de construir caminhos dignos e viver com alegria. Todos sonham com isso, mas parece que nada muda. Independente de tudo, quero agradecer a Deus por mais um ano e vida, e por me dar a certeza de que o próximo será bem melhor :) ps¹: Parabéns pra mim ;p
Agradecimento
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Plante uma semente
ue temos que ter em mente de que nada (eu disse NADA!) é impossível para Deus, e um passado de injúrias e crimes pode ser transformado em um futuro de boas colheitas e aprendizados, para isto é preciso ter fé. Uma fé que mova montanhas, uma fé que alcance lugares alto, uma fé que toque o coração de Deus, a SUA fé. Não se deve pagar o mal com o mal, pelo contrário. E antes de tudo não devemos julgar. Não conhecemos a história de vida desta pessoa, não sabemos as dificuldades e os problemas que ela passou. A única certeza que temos é que sua vida não deve ter sido nada fácil e que muitas oportunidades lhe foram negadas. Todos temos que acreditar que a mudança de fato existe e que não é preciso que uma vida pague para que isso ocorra. Faça a diferença, acredite em alguem que, aparentemente, não tem nada a oferecer. Dê oportunidades, sonhe os sonhos dela e espere, porque um dia a semente que você plantou se transformará em um pomar de árvores frutíferas.Pessoal, os posts estão focados em um mesmo sentido, eu sei. Espero, mesmo assim, que gostem e comentem. Não sou melhor que nínguem para ficar postando mensagens "que ensinam", só estou passando algo que aprendi no dia-a-dia. Sugiram temas para a gente postar. Obrigado :D
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Perdoe.
A parábola do filho pródigo (Lucas 15) nos mostra muito bem o verdadeiro sentido da ira e da inveja. Engana-se quem pensa que o filho mais novo, que abriu mão da vida calma ao lado do pai e do irmão em troca da "farra" mundana, é a personificação daquele que realmente agiu errado. Não; errado era o, então bom moço, filho mais velho.
O filho mais novo resolveu, um dia, "aproveitar" a vida, desfrutanto de tudo aquilo que o mundo poderia lhe oferecer, deixando, assim, o pai em prantos. O tempo passou e o jovem percebeu que tudo havia lhe acabado, e tomou a difícil decisão de voltar para casa, ainda que pensasse que o pai poderia lhe negar abrigo. Para sua alegria, ao vê-lo retornar, o pai lhe abraçou e agradeceu a Deus pelo filho que estava "desgarrado" ter voltado ao lar.
Uma grande festa aconteceu e todos - pai, filho e empregados - festejaram e alegraram-se com a volta do caçula. Exceto seu irmão - o mais velho. Este acumulou dentro si ódio e inveja do irmão. Ele se perguntava: "Por que eu, que nunca deixei o meu pai e sempre cumpri com os meus deveres, nunca ganhei uma festa e meu irmão, que saiu de casa, deixando meu pai em prantos, ao retornar recebeu uma?". O primogênito não soube aceitar o retorno do irmão, mas antes de tudo: não soube perdoá-lo.
domingo, 4 de outubro de 2009
Um menino em uma poltrona
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
TODO TEMPO DO MUNDO
"Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares".
Josué 1:9
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O homem que contava histórias
Lá estava Lúcia. Não importava o tempo que passasse, ela nunca mudaria. Estava observando as estrelas, sentada em uma colina, ao lado do Sr. Digory. As estrelas da verdadeira Nárnia eram ainda mais fascinantes que as da antiga. “Não parecem estrelas,” pensou. “Parecem os olhos das crianças, refletem serenidade.”
Então observou seu velho amigo, Sr. Digory. Ele também não mudara nada. Exceto na forma de tratamento. Agora que estavam na verdadeira Nárnia, não existiam professores ou mestres, ou qualquer outro título. Ninguém precisava aprender com outras pessoas, porque o próprio Aslam lhes ensinava tudo que quisessem.
Lúcia se lembrou de uma pergunta, que há muito tempo queria fazer ao amigo. E quebrou o silêncio.
- Sr. Digory, - fez uma breve pausa; como é que o senhor, que desde criança sempre conheceu o Bosque entre Dois Mundos, nunca se interessou em visitar outros lugares?
- O senhor não teve mais notícias daquele mundo?
- Tudo que sabia. Mas queria voltar logo para cá, então escrevi o mais depressa que pude. Agora vejo que poderia ter contado ainda mais. E de nada adiantou minha ansiedade, pois Aslam esperou até meu último dia como Clive para que me trouxesse de volta. Quando Aslam viu meu arrependimento por não ter escrito mais detalhes, Ele me disse que aquilo era o suficiente. E me consolou, prometendo que ainda décadas após minha partida, as crianças leriam minhas crônicas.
Conto feito no fim do ano passado, numa tentativa de fazer uma homenagem a C. S Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, no aniversário de 110 anos de seu nascimento.
Obrigada por fazer a ilustração, Natan =)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
ABRA A PORTA DO GUARDA-ROUPA
“ – Aqui é a terra de Nárnia: tudo que está entre o lampião e o grande castelo de Cair Parável, nos Mares Orientais (...)”. Foi assim que Sr.Tumnus descreveu Nárnia a Lúcia. Certamente, uma descrição superficial diante de tudo o que ela (e outras crianças) viveram, vivem e viverão neste mundo de fantasia.
Escrito em 1949, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa dá início à série que levaria milhões de jovens (de espírito) a uma viagem por um mundo repleto de seres fantásticos, batalhas épicas, belas paisagens e grandes reis. Logo depois viriam mais seis crônicas, cada uma escrita de uma forma peculiar, com o estilo único de Clive Staples Lewis, ou apenas Jack, como gostava de ser chamado.
Em Nárnia, nada tem explicação, nem mesmo o tempo segue as regras do mundo real. Um lugar onde somente os mais puros corações podem enxergar nas coisas mais simples, infinitas possibilidades. E onde todos têm a chance de recomeçar.
Jack buscou transmitir através de sua obra as experiências passadas na sua vida entre o ateísmo e o teísmo (futuramente se tornaria cristão, o mais relutante deles, segundo David Dowing). É relevante falar um pouco do autor, já que sua vida e sua história vão além de uma narrativa. A religião sempre marcou a vida Lewis. A divisão da Irlanda – sua terra natal – entre católicos e anglicanos fez com que ele, logo cedo, passasse por momentos de dúvida e buscasse a felicidade onde Deus não estava. De grupos de mágicos à finalmente a Verdade. Lewis descobrira Deus. Há uma semelhança entre o Evangelho e Nárnia, talvez estabelecida com o intuito do próprio autor em transmitir de forma simples e alegórica a história de Cristo, a criação do mundo e os últimos tempos. Independente de religião, Nárnia é uma viagem fascinante, que prende o leitor da primeira à última página, que nos ensina valores e lições que valem ser transmitidas nos dias de hoje, diante da situação crítica em que o mundo se encontra. O perdão, o amor e a amizade são dons de Deus, que somente aqueles cujo coração ainda guarda a pureza de uma criança, podem sentir.
Uma leitura sob medida para os que buscam diversão, aventura e aprendizado. Seja em um cantinho de sua casa ou em comunhão com pessoas queridas, sempre haverá um lugar que, mesmo que só em pensamento, te fará lembrar de Nárnia. Se você ainda não conhece este mundo, não é preciso que viaje para longe, nem que gaste milhões para alcançá-lo dele... basta que você abra o livro e acredite, pois a porta do guarda-roupa sempre estará aberta a você.
Galera, este texto já foi publicado no blog do Davi, mas como achei legal publiquei aqui de novo :D


